quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A MENINA



Sou triste,
Sou alegre,
Sou guerreira.

A garota que brilha na escuridão e que se apaga no clarão:
Cheia de energias, mas aprisionada no campo magnético;
Cheia de vontades, mas retida pela ética da sociedade.

A menina grita, a menina sorri, a menina chora
Nas linhas das fantasias mais reais que se pode ter enquanto sonha.

Dorme serena, pois sabe que só nos sonhos poderá voar.
E voa, voa bem alto sem medo de cair
Pois nos sonhos em qualquer lugar ela pode pousar.

Sem machucados e sem dores
Assim vou sonhando a realidade, as fantasias, os medos e os desejos.

Muitas vezes, quando o sonho aparece,
Vejo monstros que me assombram e que aparentam ser o que não são.
A cada passo que dou temo cair em grandes armadilhas
Nos pesadelos sobre a realidade que sonho.

Acordada,
Fico observando as borboletas no jardim do meu amor,
Que voam sem julgar a menina que não pode voar fora dos sonhos.

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